Às vezes me pergunto: Cadê aquela fortaleza toda que havia em mim?
E uma resposta soa quase como um grunido mórbido do que chamamos de inconsciente:
“SE DESFEZ, QUEBROU, DESMORONOU COMO UM CASTELO DE AREIA”.
É sempre assim, quando menos espero isso vem de novo. E essa onda acaricia meus pés e em seguida domina meu corpo, me deixando completamente perdida.
Sem saber a aonde ir, o que pensar, com quem falar, sem poder ao menos sonhar.
O amanhã é sempre uma surpresa. Eu preciso do tempo como necessito do espirito no meu ser.
Mais até quando me verei vagando por instantes?
Penso que tudo isso vai ter um fim. Que tenho que viver cada dia de uma vez, que tenho que aceitar essa situação.
Ai então uma explosão de luz, felicidade e paz vem de repente e se vai ao mesmo tempo.
Às vezes fica por um tempo. Às vezes se instala de tal forma que chega a doer. E fica ali por horas, dias, meses...
Então o dia amanhece outra vez, não sei o que acontecerá. Só sei que com a vida vou ser novamente presenteada.
Eu vejo que o desafio continua. Tento desafiar meu próprio coração e meu corpo também.
Às vezes sinto que cheguei ao meu limite e apenas deixo a vida me levar. Então olho para o infinito e de repente tudo se acalma e tranquiliza.
Ouço sua voz e nesse momento queria que você estivesse aqui, ao meu lado. Queria te falar da paz que me domina nesse instante, ou até mesmo das coisas que o tempo me ensinou durante tua ausência.
Então a ficha cai e vejo que estou só, que não há ninguém comigo além de espíritos protetores. E assim vou seguindo, dia após dia. Olhando para tudo e vendo o NADA.
Consigo apenas enxergar o enorme vazio que reside em meu ser.
Até quando? “Eu também gostaria de saber”.
Por ACLC